Sandálias Linus na pedra
novembro 23, 2023

A relação entre a preservação do meio ambiente e o consumo de moda!

por Linus

Pautas relacionadas à preservação do meio ambiente têm ganhado protagonismo devido ao maior comprometimento e consciência das pessoas quanto ao cuidado com as riquezas naturais do Planeta.

Quando o tema é preservação ambiental alguns segmentos são particularmente importantes, como o têxtil.

Independente do seu estilo, o consumo de moda é universal e é justamente por isso que há tantos aspectos prejudiciais ao meio ambiente.

O consumo excessivo de produtos têxteis nos motivou a fazer esse post completinho. Você vai conferir:

Vem entender melhor a relação entre a preservação do meio ambiente e o consumo de moda e, principalmente, como consumir de forma consciente sem abrir mão do seu estilo.

A indústria da moda e seus impactos ambientais

peças de roupas

Na contramão de outros segmentos, a indústria da moda continua a crescer ano a ano, com taxas de 5,5%. Por ano, são movimentados cerca de US$ 2,4 trilhões, o que colocaria esse setor como a 7ª economia do mundo, se fosse um país.

Apesar de a moda ser uma forma de expressar arte, cultura e diversidade, ela também é um dos carros-chefes dos impactos nocivos ao meio ambiente globalmente.

Consumo de água

Uma informação que pouca gente sabe é que a indústria têxtil consome MUITA água.

São cerca de 93 trilhões de litros de água por ano, o que representa 4% do consumo global de água doce.

É assustador pensar no quanto cada peça de roupa impacta no consumo de água:

  • 1 camiseta = quase 3 mil litros de água
  • 1 calça jeans = 10 mil litros de água
  • 1 par de sapatos = 8 mil litros de água

Sim, são números surpreendentes e sem contar todos os outros impactos ambientais, como os quase 2kg de combustíveis fósseis para fabricar a mesma camiseta que consome 3 mil litros de água.

Emissões de CO2

Uma das características da indústria têxtil é a produção globalizada. 

Isso significa que uma peça é desenhada em um local, produzida em outro e comercializada em escala global.

Por conta dessa cadeia logística global, a indústria têxtil é uma das maiores responsáveis pelas emissões de CO2: 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa anualmente.

É impressionante pensar que isso é mais do que a aviação comercial e indústria naval juntas. Segundo relatório da Stand.earth, algumas das marcas que mais emitem CO2 são:

  • Uniqlo;
  • Under Armour;
  • SKFK;
  • Salvatore Ferragamo;
  • Primark;
  • Prada;
  • Pentland;
  • On Running;
  • MEC;
  • Marks & Spencer;
  • LVMH;
  • Hugo Boss.

O que muitas dessas e outras marcas presentes no relatório têm em comum é o consumo de massa e presença em muitos países.

Geração de resíduo

Outro grande problema relacionado à indústria têxtil é a geração de resíduos.

O relatório “A new textiles economy: Redesigning fashion’s future” publicado pela Ellen MacArthur Foundation (em parceria com a estilista Stella McCartney) revelou que um caminhão de lixo com sobras de tecido é destacado por segundo, isso mesmo, por SEGUNDO!

Estima-se que os desperdícios dessa indústria atinjam o valor de US$ 500 bilhões.

Um dos principais vilões nesse contexto é um velho conhecido nosso, o poliéster. Essa fibra química é um plástico derivado do petróleo e leva cerca de 200 anos para se decompor.

Antes disso acontecer, muito poliéster chega aos mares e tem entrado na cadeia alimentar por conta dos microplásticos que são acidentalmente ingeridos por animais marinhos.

E o consumo de moda tem outros agravantes: 

  • quase nada é reciclado, o que é possível constatar com o deserto de roupas descartadas no Chile! E o aumento dos lixões, local inadequado onde a maior parte dos tecidos vão parar;
  • o fenômeno do fast fashion, um absurdo do nosso tempo que vamos falar agora. 

Fast fashion x Slow fashion

Arara com várias calça jeans

Pensa comigo: no primeiro semestre de 2020 o consumo online cresceu 47% em relação ao mesmo período de 2019. E, muitas dessas compras foram roupas e calçadas.

Como sustentar essa demanda global e crescente? Uma produção em massa de vestuário de moda que se sustenta com matéria-prima de má qualidade e relações trabalhistas injustas e, muitas vezes, análogas à escravidão.

O fast fashion surgiu na década de 1970 para incentivar o consumo em meio à crise.

Entretanto, com o nosso atual estilo de vida permeado pelas redes sociais – e suas tendências passageiras – tem se dado um boom no consumo de moda, especialmente no estilo fast fashion.

São peças de roupa ou calçado com matérias-primas sintéticas, de baixa qualidade e que resultam em peças pouco duráveis.

Sabe aquela blusinha que foi para a máquina pela primeira vez e já era? É um exemplo clássico de fast fashion.

Para garantir essa produção massiva, além da preservação do meio ambiente, os seres humanos também são deixados de lado.

Há muitas e muitas denúncias de como as empresas baseada no modelo de fast fashion vão para países com mão de obra barata (Vietnã, China, Índia, Bangladesh, Etiópia etc.) e exploram inclusive trabalho infantil.

Assim, o fast fashion consegue ser danoso ao meio ambiente, às sociedades e até à economia.

Uma resposta ao fast fashion é o slow fashion.

O slow fashion tem sido difundida desde 2004 em associação com movimentos socioambientais visando tanto a preservação ambiental como humanização do trabalho no segmento têxtil.

A ideia por trás do slow fashion são roupas mais duráveis – sim, parece até piada que precisaram inventar um movimento para isso!

No slow fashion o design é priorizado e a qualidade da matéria-prima, priorizando tecidos que sejam menos agressivos para o meio ambiente e utilizem técnicas naturais para tingimento.

Assim, a proposta é que seja possível preservar seu estilo pessoal por meio de peças mais duráveis, com tecidos de qualidade e que fazem parte de cadeias logísticas comprometidas com o meio ambiente + direitos trabalhistas.

Você pode pensar: ah, mas essas roupas são mais caras! E a resposta muito provavelmente é: SIM.

Mas vou explicar: o problema é que nós nos acostumamos com peças muito baratas, mas elas só são baratas porque são ruins e porque não remuneram os trabalhadores de forma justa.

Não é barato fazer uma peça de melhor qualidade, com tecidos naturais e salários justos, mas ela é economicamente mais viável a longo prazo, ecologicamente comprometida e, melhor, dura mais.

Sabe aquela calça que quando alguém elogia você fala: ah, obrigada, tenho faz uns cinco anos já! Isso é slow fashion.

Nos últimos anos aconteceu outra coisa muito especial em torno do slow fashion: inclusão e diversidade.

Isso significa peças de roupas que respeitem os corpos reais, pois são pensadas para oferecer conforto e bem-estar, o que deveria estar no cerne da moda.

Quais os maiores poluentes do setor têxtil?

Como vimos, o poliéster é um dos principais problemas atuais no consumo de moda.

Uma peça 100% poliéster poderia ser reciclada (mas normalmente não é), por exemplo, mas geralmente ela é misturada com outras fibras, inviabilizando a reciclagem.

O poliéster tem outro aspecto negativo, ele é responsável por mais da metade das emissões de CO2 da indústria têxtil.

Sabe aquele “se fosse só isso já seria ruim o suficiente”, pois é, consegue ficar pior.

Para cultivar 1kg de algodão são usados 18 kg de agrotóxicos, ou seja, estamos envenenando o meio ambiente até mesmo quando tentamos usar uma opção de fibra natural.

E ainda tem a parte do tingimento, sendo que o tingimento dos fios é a técnica mais comum por viabilizar estampas e diferentes colorações.

Os corantes usados nesse processo são muitas vezes despejados sem tratamento em afluentes, poluindo reservas de água com químicos.

Sim, dá um aperto no coração pensar em tudo isso, mas existem alternativas e movimentos para transformar a indústria têxtil que talvez não sejam a solução para todos os nossos problemas, mas são um meio para preservação do meio ambiente nesse setor.

Como as indústrias estão tentando reduzir seus impactos?

O próprio slow fashion de que falamos é um meio pelo qual muitas indústrias estão buscando reduzir seus impactos.

Esse movimento também está no cerne de novas marcas que buscam transformar o significado do consumo de moda. Quer um exemplo? Nossa parceira Lela Brandão!

Existem diversas possibilidades de trilhar um caminho mais responsável quando o tema é consumo de moda e indústria têxtil, como:

  • produzir roupas e calçados mais duráveis;
  • viabilizar peças recicláveis e incentivar essa prática;
  • incentivar práticas de reuso de roupas – Oi, brechós queridos!
  • reduzir e, melhor ainda, eliminar, as substâncias tóxicas do processo de fabricação;
  • reduzir e eliminar o uso fibras plásticas – Tchau, poliéster!
  • uso de corantes naturais;
  • redução da emissão de CO2 na operação e na cadeia de suprimentos;
  • aderir a movimentos ecofriendly e aderir aos selos sustentáveis que comprovem boas práticas;
  • dar preferência por cadeias logísticas regionais/locais.

Existem muitas formas de uma empresa dar o primeiro passo em direção a uma produção comprometida com a preservação do meio ambiente.

Como você pode fazer sua parte?

Talvez, às vezes, você se sinta lutando sozinha (o), mas nós estamos aqui (e tem muito mais gente espalhada por aí).

Nós sabemos que a melhor forma de fazer com que mais empresas se comprometam com essas boas práticas é se posicionar e exigir isso.

O fast fashion só funciona por conta do consumo de moda massiva, mas se cada um de nós, cada vez mais, se recusar a esse tipo de consumo, ele vai diminuindo.

Há muito o que você pode fazer, em seu nível individual ou local, para transformar o consumo de moda, como:

  • consuma marcas brasileiras;
  • dê preferência às marcas menores;
  • frequente e aproveite os brechós;
  • informe-se sobre as marcas que você consome e se proteja do greenwashing;
  • compre de marcas sustentáveis, talvez elas tenham selos de sustentabilidade ou indiquem suas práticas na comunicação.

E sabe uma coisa muito boa que você vai ganhar com isso? Roupas com mais qualidade e confortáveis.

Conheça a Linus!

Sandálias Linus espalhadas na pedra

Foto por: Tipi Criativo 

A Linus já nasceu eco friendly. Isso porque as sandálias Linus são fabricadas com PVC ecológico microexpandido e são 100% recicláveis. Ah, e muito duráveis.

O conforto sempre foi prioridade então o design minimalista e atemporal é combinado com uma palmilha anatômica para melhor distribuição do peso.

E no começo não deu, mas hoje, com poucos anos de vida, já somos 100% carbono negativo.

Temos ainda selos sustentáveis que comprovam nossos valores e práticas, como o Muda recicla, o The Vegan Society e o Future Carbon.

A Linus é prova viva que é possível viabilizar uma marca de moda que seja sustentável, socialmente responsável, comprometida com o meio ambiente, linda e estilosa.

Venha conhecer sua Linus 100% reciclável!

moda sustentável