Uma conversa rápida no Dia Internacional da Mulher

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Hoje é o Dia Internacional da Mulher - e claro que a gente ia parar um momentinho para deixar uma reflexão nossa por aqui. 

Como a Linus é uma empresa quase totalmente formada por mulheres, conversas sobre empreendedorismo feminino e o mercado de trabalho como um todo são frequentes por aqui. Falamos sobre como desenvolver as mulheres ao nosso redor, como investir em nossas próprias carreiras, como incentivar e fomentar negócios criados por mulheres próximas da gente… Mas hoje vamos trazer alguns dados mais abertos, só pra gente refletir.

Mulheres são responsáveis por 75% do trabalho de cuidado não remunerado no mundo 
7 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho no começo da pandemia (em comparação, 5 milhões de homens deixaram o mercado) 
30% das mulheres possuem nível superior e pós-graduação, contra 24% dos homens. Mesmo assim, no mesmo cargo, um homem pode ganhar até 52% mais que uma mulher

 

E na indústria da moda, então?

Das fábricas aos escritórios, a desigualdade afeta o setor como um todo: das empresas listadas na Fortune 1000, somente 50 são lideradas por mulheres. Já na outra ponta, 80% dos trabalhadores das fábricas têxteis são mulheres.

“Mulheres podem ser controladas como fantoches, mas homens não podem ser abusados da mesma maneira. Os donos não se importam se nós pedimos por algo, mas as demandas feitas por homens precisam ser levadas em consideração. Então eles não empregam trabalhadores homens” - Trabalhadora da indústria têxtil em Bangladesh. 

O relatório What She Makes, da organização Oxfam, traz dados e relatos detalhados sobre a vida das mulheres que trabalham nas fábricas têxteis do Vietnã e de Bangladesh, centros que abastecem a indústria da moda mundial. 

Em Bangladesh, por exemplo, 100% dos funcionários recebem um salário inferior ao proposto pela Asia Floor Wage Alliance (coalização em busca de um salário mínimo justo para operários da indústria), 91% não conseguem sustentar suas famílias e 88% relataram sofrer abusos verbais constantes durante o trabalho.

É um círculo vicioso, onde a baixa remuneração força essas mulheres a estenderem suas jornadas de trabalho, o que reduz sua qualidade de vida e a de seus filhos, que também são forçados a entrarem nessa cadeia cada vez mais cedo.

Você já tinha conhecimento desses números? O que nós queremos no dia de hoje é ser mais uma voz no meio dessa enorme conversa, que vai muito além do mercado de trabalho. A gente podia ter falado sobre educação, relações sociais, autoestima… Mas ainda temos todos os outros dias do ano para discutir esses temas - o importante é não deixar a conversa morrer.

A Oxfam tem um site bem completo, com relatórios, notícias e petições para ler e compartilhar. Com certeza vale seu clique: https://whatshemakes.oxfam.org.au/

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