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Sobre consumo e ansiedade

Aquela reunião difícil no trabalho; o próximo documento que você precisa atualizar; a expectativa de pesquisar sobre o destino da sua próxima viagem; a notificação da mensagem no whatsapp que a sua mãe mandou: nos dias de hoje, os gatilhos responsáveis por aumentar ainda mais as sensações de imediatismo e insegurança, que ficam ecoando o tempo todo, são praticamente infinitos. E, na tentativa de equilibrar as emoções e o excesso de pensamentos, grande parte das pessoas busca o consumo como válvula de escape, na tentativa de aliviar todas essas sensações - afinal, nada como um look novo para devolver a tranquilidade.

Consumir é um ato necessário no modo como vivemos hoje, mas comprar compulsivamente sem precisar e sem necessariamente ter recursos para pagar aquilo pode alimentar um vício perigoso e estar associado a sintomas mais profundos, como ansiedade, angústia e insegurança. Para isso, é necessário entender, primeiro, que consumo não é remédio para sintomas de estresse. A sensação de bem-estar gerada pela compra pode até suavizar a ansiedade, mas é um prazer momentâneo e que não trata a causa. Há uma grande diferença entre o que você realmente quer e aquilo que achamos que queremos ou que precisamos devido à combinação de estratégias de marketing e inseguranças pessoais, pode levar a ciclos de compras desnecessárias.

Por isso, antes de comprar pare e pense por que você quer comprar aquele objeto? É algo vai te trazer felicidade (alô Marie Kondo)? É só uma forma de se recompensar um dia difícil? Investigar os gatilhos que levam a esse tipo de comportamento pode nos trazer consciência sobre a real necessidade de novos bens. Comprar certamente é prazeroso, mas busque essa sensação de bem-estar em outras coisas que podem trazer uma satisfação mais duradoura, como ler um livro ou praticar exercícios. E mais importante de tudo, busque ajuda: psicólogos e psiquiatras podem trazer ajuda profissional.