Rally dos Sertões: Você conhece o maior rally da América Latina?

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Todos os anos, as notícias sobre o Rally dos Sertões tomam conta das redes sociais, dos portais e das televisões.

Você, com certeza, já viu aquelas imagens fantásticas de carros e motos percorrendo o interior do Brasil, interagindo com comunidades e fazendo com que o nosso país seja ainda mais conhecido.

Mas você sabe como funciona o Rally dos Sertões, qual a sua história, quem pode participar? E, além disso, você sabe que hoje ele faz parte da marca Sertões, que corresponde a uma junção de três esferas? Sim, a competição, que inclui o próprio Rally, e mais duas áreas de atuação: o turismo e a responsabilidade social.

Então, venha com a gente conhecer tudo isso. E viajar por essa grande aventura.

A história do Rally dos Sertões

A história do Rally dos Sertões começa em 1991, quando houve uma prova entre o interior de São Paulo e Maceió, chamada Rally do Rio São Francisco. Mas já em 1993 a prova passou a ter o nome de Rally dos Sertões e ocorreu entre Campos do Jordão, em São Paulo, e o Rio Grande do Norte, somente com a categoria de motos.

Já em 1995, ela se tornou internacional e ganhou muita projeção, com participação de muitos competidores que também faziam parte do principal rally do mundo, o Dakar (antigo Paris-Dakar).

A partir daí, foi um grande sucesso, sempre com crescimento de participantes e categorias, incluindo carros, quadriciclos, UTVs e caminhões.

Atualmente, o Sertões movimenta um grande grupo de duas mil pessoas durante 15 dias, com governos, prefeituras, investidores privados e empresas de comunicação como parceiros, que resultam em investimentos de cerca de 50 milhões de reais por edição.

E isso resulta em um impacto econômico enorme em cada pequena cidade que a prova passa, o que modifica muito a vida das pessoas e das comunidades.

Como funciona o Rally dos Sertões

O Rally é uma prova que respeita as normas das entidades internacionais e ocorre em etapas definidas pelo regulamento de cada ano, de acordo com as categorias e subcategorias, abertas para participantes brasileiros e estrangeiros.

Com as etapas cumpridas, os vencedores são aqueles que conseguem desenvolver todo o trajeto no menor tempo possível, nas provas cronometradas, dentro das suas categorias, podendo concorrer sozinhos, como no caso das motos, ou com o auxílio de navegadores, nas categorias dos carros e caminhões, por exemplo.

Como participar do Rally dos Sertões?

Se você quer participar do Rally dos Sertões, o site da organização é o lugar ideal para você saber exatamente quais são as condições para se inscrever, as categorias e principalmente os preços, que costumam ser menores quanto antes você fizer a sua inscrição.

Mas já vale dizer que é essencial que você tenha seguro de vida (que inclua cobertura de esportes de risco), Carteira de Habilitação ou Licença de Piloto, para os estrangeiros. Mas não é só: tem muitos mais detalhes lá, inclusive para inscrição das equipes de apoio.

Se você for conferir e notar que tudo está muito caro (ou profissional demais), preste atenção nas categorias abaixo. Uma delas (Self) é exatamente para quem está iniciando e precisa de um empurrãozinho para ter experiência.

Conheça as categorias e subcategorias do Rally dos Sertões!

Para você ter uma ideia do tamanho que o Rally dos Sertões tomou, é só dar uma olhada em quantos tipos de veículos são colocados na competição. São vários “campeonatos” que ocorrem paralelamente, com algumas categorias e, dentro delas, subcategorias. Fique por dentro.

Motos

Uma regra geral para esta categoria é que cada piloto inscrito tem o direito de levar dois motores reserva, que devem estar lacrados e passam por uma vistoria de comissários. Eles podem ser trocados em qualquer momento durante a competição.

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Porém, as especificações ocorrem de acordo com cada subcategoria:

Super Production: Podem participar protótipos ou motos originais de fábrica, com motorização de 250 a 1300 cilindradas. Deve ser utilizado o mesmo chassi o tempo todo, com previsão de desclassificação se houver qualquer alteração.

Production: Para motos originais de fábrica de no máximo 700 cilindradas, com algumas possibilidades de alterações, de acordo com a Federação Internacional de Motociclismo (FIM). O chassi também deve ser o mesmo durante todo o tempo, mas pode receber reforço e a troca da embreagem.

Marathon: As mesmas regras da Production, mas com motores de 250 a 450 cilindradas, ou até 700, fabricadas no Brasil.

Over 45: Com motos nacionais ou importadas, os pilotos devem ter no mínimo 45 anos de idade e usam o regulamento da Super Production.

230: É uma subcategoria exclusiva para as motos Honda CRF230.

Self: Criada em 2018 com o objetivo de dar oportunidades a pilotos que disputam a prova sem auxílio mecânico, resgatando o espírito aventureiro dos primeiros anos e com menor curso. Permite motos e quadriciclos de qualquer cilindrada.

Carros

A categoria é dividida em T1-FIA, Protótipo-T1, Pró Brasil, Super Production e Production-T2.

T1-FIA: O peso mínimo deve variar entre 860 e 2050 kg, com a motorização dependendo do peso. Podem participar carros abastecidos com gasolina ou diesel, que seguem diversas regras específicas da capacidade cúbica dos cilindros e na tração.

Protótipo-T1: Nesta categoria, os carros podem ser modelos preparados ou protótipos com tração 4x4 ou 4x2, movidos a gasolina, etanol ou diesel.

Pró-Brasil: Os motores dos carros desta categoria devem usar aspiração normal, não precisam ser da mesma marca do veículo, o restritor de ar na admissão deve ter 38 milímetros e a taxa de compressão é livre. Os dispositivos de comando variável e os coletores de admissão devem ser originais do motor.

Super Production: Para competir nesta categoria, os carros precisam ter um mínimo de 100 unidades produzidas e que sejam vendidas no Brasil e podem ser movidos a gasolina, etanol ou diesel. Com peso mínimo que vai de 1.150 quilos para veículos de 1.600 cm³ de cilindrada até 2.050 quilos para modelos com mais de 5.250 cm³ de capacidade, os carros da Super Production também precisam obedecer à regulamentação de segurança da FIA, à exceção dos extintores e tanque de combustível.

Production-T2: Composta por carros de linha com pelo menos 1.000 unidades produzidas, os veículos desta categoria podem ser movidos a gasolina, etanol ou diesel, mas devem utilizar restritor de ar na admissão com 38 milímetros nos carros aspirados a gasolina ou etanol, 36 para turbo a gasolina ou etanol e 40 nos movidos a diesel. Assim como na Super Production, a carroceria, que pode ser de fibra de vidro, deve manter a mesma aparência e dimensões do veículo original. A retirada de acessórios originais é permitida, desde que isso não gere ganho de desempenho.

Quadriciclos

Com tração 4x2 ou 4x4, os quadriciclos podem ter motorização de até 1.300 cilindradas e, como nas motos, podem ter dois motores de reserva lacrados, que passam por vistoria dos comissários técnicos da Confederação Brasileira de Motociclismo e podem ser trocados em qualquer momento da prova.

UTVs

Considerado um meio termo entre um quadriciclo e um carro, o UTV é um Utility Task Vehicle (Veículo multitarefas), derivado do quadriciclo, mas em vez do guidão, o piloto tem volante. O uso de pneus é livre e o motor tem 89 cavalos de potência, podendo atingir até 130 km/h.

Caminhões

Divididos em leves e pesados, os caminhões precisam ter tração em ao menos dois eixos e devem utilizar como combustível o diesel vendido regularmente nos postos de combustíveis do Brasil.

  • Leves: Caminhões que pensam entre 3.500 e 4.800 quilos, com preparação livre.
  • Pesados: Veículos com peso mínimo de 4.800 quilos, com preparação livre.
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    A Sustentabilidade no Rally dos Sertões

    Principalmente por ocorrer em áreas com tanta diversidade e beleza natural, o Rally dos Sertões já nasceu com uma ligação com a sustentabilidade. E, por isso, sempre houve um processo de evolução com essa preocupação.

    Então, tudo ocorre com dois aspectos sendo observados. A destinação dos resíduos resultantes da própria prova, que vem sendo cada vez mais responsável e ecológica, e a educação ambiental para as comunidades por onde a prova passa.

    Além de tudo isso, há também ações com a ONG Florescer Brasil, que constrói lavatórios públicos, e a empresa de filtros e purificadores de água Europa, para levar água de qualidade e potável para diversas regiões com as quais o Sertões interage.

    Carbono zero em 2021

    Em 2021, o Sertões passou a ser considerado Carbono Zero, com a compensação de toda a emissão com ações ambientais e a compra de títulos de carbono. E, muito além disso, seus organizadores lançaram um plano de metas, pautado pelas melhores práticas de sustentabilidade, que passa a ter um foco ainda maior na preservação do meio ambiente.

    Isso demonstra realmente a inovação e a responsabilidade importantes para uma atividade que, em geral, é associada à emissão de poluentes e gases de efeito estufa.

    Metas até 2025

    Para entender como esse é um processo sem volta, a intenção dos organizadores é substituir os combustíveis fósseis por fontes renováveis até 2025.

    Além disso, a preocupação com cada detalhe da pegada ecológica se faz presente, com o estímulo à diminuição do uso de diversos equipamentos de materiais que podem ser substituídos por outros de origem e com destinação não-poluente.

    Por isso, dentro de pouco tempo, os participantes do Sertões serão apenas os motores híbridos, elétricos, a álcool e movidos com combustível sintético.

    O Rally dos Sertões e seus projetos sociais

    Além da questão ambiental, o Rally dos Sertões sempre se preocupou com os ambientes com os quais interage, principalmente as pequenas cidades da região Nordeste do Brasil.

    Mas, em 2013, os organizadores notaram que, mais do que as ações pontuais, era necessário planejar uma estratégia de atuação. Com isso, nasceu a startup social SAS Brasil, uma organização não governamental que tem como principal objetivo levar saúde especializada para diversos lugares do Brasil em que não existe esse atendimento. Hoje, além do Sertões, a SAS Brasil conta com patrocínios e parceiros para fazer com que o trabalho não seja feito somente no momento em que ocorre o Rally.

    Se você quer saber tudo sobre a SAS Brasil, visite o site deles e saiba como participar e contribuir com diversas ações.

    Rally dos Sertões: por onde já passou

    O Rally dos Sertões, em todas as suas edições, trouxe histórias fantásticas, imagens inesquecíveis e grandes heróis, como o piloto Jean Azevedo.

    Mas o que ainda é mais interessante é que ele é umas das maiores provas do mundo, tanto em percurso quanto em emoção.

    De acordo com os organizadores, estas são as cidades em que o evento já esteve:

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    Isso, como a gente já viu, leva inúmeras melhorias para os locais, além de muitas lembranças para a população e para o público que acompanha e conhece lugares muito interessantes.

    Para saber mais sobre as histórias e os resultados das diversas edições do Rally dos Sertões, é possível visitar o histórico das edições.

    Rally dos Sertões 2021: Trajeto, classificação e premiação

    A edição de 2021 ocorreu entre 13 e 22 de agosto, exclusivamente em Estados no Nordeste do Brasil, com mais de 3.600 quilômetros percorridos por sete estados do Nordeste (RN, PB, CE, PI, BA, AL e PE).

    Na caminhada para a construção de um Rally cada vez mais sustentável, a Linus fez parte do evento! Todas as equipes receberam uma Linus Chumbo para chamar de sua, para entrar no caminho do bem com tudo.

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    Iniciando na Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, o Sertões 2021 teve seu destino na Praia de Carneiros, em Pernambuco. O evento teve domínio dos favoritos e já experientes.

    Nas motos, o francês Adrien Metge, com uma Yamaha, ficou com o título. Sem disputar a edição passada por ter tido Covid-19 na semana da prova, Adrien mostrou talento nesta edição, quando venceu seis das oito especiais cronometradas. Ele foi o quinto estrangeiro a vencer a prova.

    Nos quadriciclos, Manuel Andujar, argentino, também com a Yamaha, bateu o maranhense Marcelo Medeiros, que teve um acidente no trajeto de Petrolina a Delmiro Gouveia e não conseguiu chegar perto do vencedor.

    Nos UTVs, Deninho Casarini e Ivo Mayer conseguiram o segundo título consecutivo. Depois de uma capotagem em Pipa, no início da competição, a dupla saiu da 35ª posição e foi construindo sua história durante o evento até o topo.

    As mulheres no Rally dos Sertões

    Como em vários outros ambientes de atuação esportiva e profissional, a presença das mulheres ainda não é muito grande no mundo do automobilismo. Porém, muita coisa tem acontecido e o número de mulheres só tem aumentado, embora timidamente.

    O número de participantes já chegou a 38, em 2020, com algumas delas, como Moara Sacilotti, com 21 participações, e Helena Deyama, com 17 participações, sendo já referências de experiência na prova.

    Isso fez com que as marcas passassem a ver também oportunidades de investimento para promover seus produtos para o público feminino.

    Inspire-se: MUSA 

    É o caso da equipe MUSA, composta por uma dupla de UTV e uma piloto de moto, que é patrocinada pela Motul.

    E MUSA significa exatamente Mulheres Unidas Sertão Adentro, deixando claro que elas, além de serem mulheres, querem garantir sempre muito mais participação e espaço da melhor forma: unidas.

    Rally dos Sertões e o Ecoturismo

    Um dos grandes resultados do Rally dos Sertões é fazer com que o interior do Brasil seja mais conhecido. Afinal, são tantos destinos fantásticos, com muita riqueza natural, que cada parte da prova pode inspirar uma viagem completa.

    E, com a ascensão do ecoturismo nos últimos anos, nada melhor do que juntar o conhecimento desses paraísos a atitudes sustentáveis e regenerativas, para que a experiência seja sempre fantástica e os destinos sofram o menor impacto possível com a presença de turistas.

    5 Melhores destinos brasileiros de off road para você conhecer!

    Então, elencamos aqui para você cinco destinos que fazem parte da história do Rally dos Sertões e que podem ser explorados da melhor forma, na sua próxima viagem.

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    1. Lençóis Maranhenses - MA

    Um dos paraísos brasileiros, os Lençóis Maranhenses são experiências fundamentais para quem quer encarar a imensidão de areia, tanto pela beleza quanto pela possibilidade de se aventurar. Com certeza, é um lugar que você deve ter na sua lista de viagens a serem feitas pelo nosso país.

    2. Jalapão - TO

    O Jalapão já foi explorado por novelas na televisão, filmes e já esteve presente na agenda de competições do Sertões. Mas, mesmo que não esteja mais entre as provas, você pode colocá-lo na sua lista de lugares importantes para ir, seja explorando de moto, de carro ou mesmo com grandes caminhadas em meio à natureza.

    3. Serra da Canastra - MG

    A Serra da Canastra fez parte dos primeiros momentos da história do Rally dos Sertões e, com certeza, é um destino importante para entender um pouco do interior do Brasil. Além das belezas naturais e dos desafios off road, também vale a pena conhecer pela produção de queijos, que são reconhecidos entre os melhores do mundo.

    4. Delta do Parnaíba - PI

    Considerada uma das mais belas paisagens do mundo, você vai encontrar lá um fenômeno inesquecível: a foz do Rio Parnaíba se abrindo em cinco braços, envolvendo 73 ilhas fluviais, com mangues, dunas, ilhotas e uma fauna surpreendente. É um dos destinos que você pode encontrar nos serviços de turismo do Sertões.

    5. Geoparque Seridó - RN

    Também é um dos destinos previstos entre os serviços de turismo do Sertões. O Geoparque Seridó, que faz parte de alguns municípios do Rio Grande do Norte, é uma visita à história do planeta, com referências claras nas suas rochas de cada momento pelo qual a Terra passou. Um lugar de conhecimento, encantamento e, com certeza, muita aventura.

    Rally dos Sertões 2022: Quer saber o que vem aí?

    O Rally dos Sertões 2022 promete ser inesquecível. Afinal, com a expectativa de um retorno cada vez maior à normalidade depois da pandemia, a ideia é que, além de ser uma prova emocionante, os destinos voltem a ser visitados por turistas do Brasil e de todo o mundo.

    Tudo isso envolvido com as ações de desenvolvimento sustentável, preocupação ambiental, responsabilidade social e muito ecoturismo para quem quer só acompanhar a prova. E, por que não, para quem quer participar como concorrente.

    Agora que você já conhece muito mais sobre o Rally dos Sertões, que tal programar a sua visita a um desses destinos? Ou, quem sabe, acompanhar o Rally em 2022?

    No site Sertões.com, você encontra mais informações sobre todo esse universo de competição, turismo e responsabilidade social.

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