Ecoturismo, faça uma viagem sustentável!

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O ecoturismo vem sendo muito comentado ultimamente. Isso porque a pandemia trouxe a lente da sustentabilidade para muitas áreas da nossa vida, e o turismo não ficaria fora dela.

Afinal, quem não ama viajar? Desbravar novos lugares, conhecer outras culturas, interagir com pessoas diferentes, comer comidas exóticas, ver lugares maravilhosos, ampliar nossas perspectivas... Enfim, são muitas as razões que fazem a gente querer fazer as malas e sair batendo perna por aí. 

Mas será que as escolhas que fazemos durante as nossas viagens e a maneira como interagimos com os locais que viajamos não impactam diretamente na vida das comunidades que visitamos? 

Mais ainda: será que essas escolhas não impactam o planeta que vivemos?

Dê uma pausa nos seus planos de férias e venha refletir sobre isso junto com a gente!  

O que é ecoturismo?

Ecoturismo é levar na sua mala, além de roupas, passaporte e dinheiro, a responsabilidade de ser um cidadão do mundo. É carregar na sua mochila a responsabilidade pelo bom funcionamento dos sistemas econômicos, sociais e ambientais dos lugares que você visita. 

É entender que, mesmo sendo turistas em alguns lugares, continuamos sendo cidadãos de um mesmo planeta e dividindo um só ecossistema. 

Ou seja, é fazer viagens responsáveis, preservando o meio ambiente e levando sempre em consideração o bem-estar não só seu, mas da população local também. 

Esse assunto é tão sério e tão importante para a humanidade que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o ano de 2017 como o ano  Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, levando a pauta para as malas de viagens do mundo inteiro. 

Foi um ano cheio de ações e cobranças em âmbitos públicos e privados para apoiar iniciativas sustentáveis nos destinos turísticos de todo o planeta.

Qual a diferença entre turismo e ecoturismo? 

A diferença está na conscientização dos impactos e na maneira como você decide agir. 

Você pode, por exemplo, comprar sua passagem e com medo de perder, imprimir três vezes o ticket e a reserva do hotel. Levar uma mala acima do peso com um bando de roupas que você não vai usar. Passar horas tomando banho no chuveiro do hotel, afinal, a conta não é sua. E também barganhar o máximo que conseguir o valor do sorvete que você comprar na praia, além de largar o palito e a embalagem na areia. 

Isso poderíamos chamar de turismo insustentável, pois a única coisa com a qual você se preocupou, nesse caso, foi satisfazer as suas necessidades. 

Já no ecoturismo você não imprimiria nem ticket e nem reserva, afinal, tem tudo eletronicamente no seu celular. Levaria na bagagem só o que realmente precisa, diminuindo assim o peso no transporte e poluindo menos o ar. Tomaria banhos rápidos, pois a água da sua casa e do seu hotel vem do mesmo planeta. Pagaria o valor justo para o vendedor de sorvete, que tem uma margem muito pequena de lucro, e jogaria o papel e o palito nas lixeiras corretas de reciclagem. 

Dessa maneira, todos ganham. Você continuaria viajando e aproveitando suas férias, o comércio local estaria lucrando o justo com o sua visita, e o planeta estaria sofrendo menos impactos vindos de você. 

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A sustentabilidade no ecoturismo: saiba como viajar pensando no planeta

Quando viajamos, estamos em busca de vivenciar novos lugares, de interagir com todas as possibilidades que a natureza tem para nos oferecer e fazer descobertas culturais, tradicionais e históricas dos lugares que visitamos. 

Mas essas atividades deveriam ser feitas tomando o cuidado de praticar políticas adequadas, diminuindo os impactos no planeta e na vida de todos nós. 

Quando falamos de sustentabilidade, estamos falando em encontrar maneiras em que os sistemas ambientais, sociais e econômicos se sustentem por si só a longo prazo. Para isso, precisamos:

  • Minimizar os impactos ambientais, não desperdiçando os recursos naturais
  • Contribuir para o desenvolvimento local sustentável 
  • Consumir com consciência os recursos não renováveis como gasolina e plásticos
  • Ficar atentos com o bem-estar da população local, respeitando suas cidades, culturas e tradições
  • Apoiar os esforços locais para conservar o meio ambiente
  • Preservar a biodiversidade, por exemplo, não praticando o turismo predatório que prejudica a fauna e flora local

Ecoturismo e a pegada de carbono

A pegada de carbono é a medida que calcula a quantidade de carbono equivalente (CO2eq), que uma pessoa, empresa, atividade, evento, produto, organização ou governo emite na atmosfera contribuindo para o que chamamos de efeito estufa. 

O CO2, ou gás carbônico, é um dos principais gases do efeito estufa e consequentemente um dos que mais contribui para o aquecimento global. Uma vez emitido, ele permanece na nossa atmosfera por centenas de anos. 

Embora seja um dos principais gases de efeito estufa, não é o único. Mas é ele que é  usado como base para calcular a pegada de carbono, através de uma conta em que se descobre a equivalência dos outros gases do efeito estufa, tornando-o base da medida. 

Então, quando falamos em carbono equivalente (CO2eq), estamos falando de um número que representa o total de gases de efeito estufa emitidos, e não só do carbono.

Então, a pegada de carbono é uma métrica que serve para analisarmos o quanto contribuímos para a emissão dos gases de efeito estufa e refletirmos a respeito do impacto que nós ou as nossas atividades contribuem para o aquecimento global. 

Mas por que incluir essas preocupações no turismo é tão importante?

Segundo a Organização Mundial do Comércio, o turismo é hoje a maior indústria do mundo, sendo que  11,5%  do PIB  global equivale  a ele, que também dá empregos para 200 milhões de pessoas. 

Em contrapartida, o turismo é uma das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa do planeta.

Então, da mesma maneira que o turismo pode contribuir para o desenvolvimento do país, ele pode causar impactos ambientais irreversíveis.  

Transporte, compras, alimentação, entretenimento e outros serviços para turistas estão diretamente ligados a tudo isso. 

Por isso, o ecoturismo é o tipo de turismo que tenta diminuir ao máximo a pegada de carbono. Então, segundo a Global Footprint Network você precisa se esforçar para: 

  • Ficar em alojamentos pequenos, familiares, locais e tradicionais, de preferência com fontes de energia renováveis. As pequenas hospedagens, em contrapartida das grandes redes hoteleiras, reduzem a pegada de carbono em até 48%.
  • Comer alimentos de origem local ou regional. Dando preferência para uma alimentação Plant Based e orgânica, você pode reduzir a pegada de carbono em até 5%. 
  • Escolher caminhar em vez de ir de carro, ir de bicicleta no lugar de táxis, optar pelo transporte público que leva várias pessoas em vez  de poucas nos carros particulares são atitudes que podem diminuir muito sua pegada de carbono. 
  • Se você tiver acesso a veículos elétricos, por exemplo, poderá ajudara reduzir a pegada de carbono de 40 a 50% nas suas viagens. 

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Países famosos por sua sustentabilidade e ecoturismo 

Muitos países já perceberam que, para  manter as atividades turísticas tão importantes para a economia, precisam investir no turismo ecológico para que, além de serem rentáveis, elas sejam sustentáveis. 

Butão: a felicidade através do ecoturismo 

É um pequeno país de tradição budista entre a China e a Índia, que trocou o cálculo do PIB, pelo Índice da Felicidade, medido através de três pilares: crescimento econômico, desenvolvimento social e a sustentabilidade ambiental. 

Essa nova maneira de calcular a qualidade de vida das pessoas deu ao país o título de único país de carbono negativo no mundo.

Costa Rica: energias renováveis e parques naturais para viver o ecoturismo raiz

A Costa Rica tem 20% do seu território de parques nacionais protegidos pela Unesco e por um Sistema Nacional de áreas de Conservação, que funcionam com energia 100% renovável e abriga 5% da biodiversidade de todo o nosso planeta.

Com 12 zonas climáticas diferenciadas, você pode interagir com diferentes tipos ambientes, de vulcões a praias caribenhas.

É o lugar perfeito para você viajar e se divertir, sem ter que deixar a sua consciência ambiental de férias em casa. 

Finlândia: que tal ecoturistar pelos lagos mais lindos do mundo?
No nordeste da Europa, a Finlândia com seus 80% de território de florestas preservadas e seus lagos considerados os mais lindos do mundo, é o lugar perfeito para aproveitar de forma sustentável tudo o que a natureza tem para oferecer.

Os finlandeses dizem que “não existe clima ruim, o que existe é a roupa errada”. Acostumados a ter contato com a natureza, não importa se é verão ou inverno, eles convivem com os paraísos locais independentemente das baixas temperaturas.

Palau: preservação para as próximas gerações

As crianças de Palau criaram um juramento, que é carimbado e assinado pelos visitantes em seus passaportes antes de entrarem no país, como um termo de comprometimento e responsabilidade social, ambiental e econômica do país. 

 “Filhos de Palau, assumo esta promessa como seu convidado,

para preservar e proteger sua bela e única ilha.

Juro agir com leveza, agir com gentileza e explorar com atenção.

Eu não devo aceitar o que não é dado.

Não vou prejudicar o que não me prejudica.

As únicas pegadas que deixarei são aquelas que irão desaparecer.”

Um compromisso simbólico que deixa qualquer viagem muito mais consciente. Não acha?

Ecoturismo no Brasil: como estamos lidando com o turismo sustentável?

Abençoado por Deus e bonito por natureza, somos o país com a maior biodiversidade do mundo e precisamos encarar com seriedade o turismo sustentável no nosso país. 

A busca por ecoturismo no Brasil vem aumentando e, há algum tempo, alguns destinos já vêm incentivando e trabalhando na diminuição da pegada de carbono nas atividades que envolvem o turismo. 

Ecoturismo em Minas Gerais

Desde 2018, a pequena cidade de Santa Rita de Ibitipoca, em Minas Gerais, vem restringindo o número de visitantes no Parque Estadual do Ibitipoca.

Isso aconteceu depois que a cidade percebeu que o turismo de massa havia causado algumas erosões no solo.  

Hoje, para fazer as trilhas, visitar cavernas, tomar banho de cachoeira, você precisa de autorização. Porém, a espera e o planejamento valem muito a pena. 

Ecoturismo no Rio Grande do Sul

A Secretaria do Turismo do Estado do Rio Grande do Sul assinou um contrato para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável do corredor turístico entre Porto Alegre e a Serra Gaúcha. 

O objetivo é apoiar e implementar políticas públicas para que a região seja um destino turístico sustentável para brasileiros e estrangeiros, gerando empregos, promovendo a cultura, mas também protegendo as cidades e os recursos naturais. 

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Ecoturismo em Paraty

Desde 2017, quando foi criado, o programa de Contribuição ao Turismo Sustentável de Paraty cresceu 250% segundo Paraty Convention & Visitors Bureau.

Nesse projeto, os turistas são estimulados a doar R$2 por quarto e por noite, no caso das pousadas, e R$2 por mesa, nos restaurantes. 

O valor arrecadado é convertido em melhorias de infraestrutura para os turistas, na manutenção sustentável dos recursos ambientais, históricos e culturais, no apoio a eventos culturais e nas ações sociais que envolvem crianças e adolescentes locais. 

Ecoturismo no Paraná

Em 2019, no Paraná, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA) passou a se chamar: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

A Sedest atua na formulação, coordenação, execução e desenvolvimento de políticas públicas de proteção, conservação e restauração do patrimônio natural, no gerenciamento sustentável dos recursos naturais e na gestão consciente dos resíduos sólidos. Além da implantação de política de turismo, visando o desenvolvimento sustentável do Estado do Paraná.

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Mas bater perna por aí só quando acabar a pandemia, né?

Tudo o que a gente quer é que a vida volte ao normal. Queremos férias de nossas casas, do home office, das máscaras e das preocupações que a pandemia vem nos trazendo. 

Enquanto não podemos sair por aí viajando, aglomerando e festejando a sorte de estarmos vivos, a gente espera que você reflita sobre como as nossas ações podem impactar o mundo que vivemos. 

A gente não quer nunca mais passar por uma crise como essa e, para isso, precisamos mudar a maneira como nos relacionamos com a natureza. 

Temos certeza de que você já tem planos para as férias pós-pandemia e esperamos que o ecoturismo seja seu melhor companheiro de viagem. 

Depois da pandemia, qual desses lugares você ficou com vontade de conhecer?

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