A importância da pesquisa científica em tempos de pandemia

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Cientistas são os responsáveis por desmistificar e tornar compreensíveis os fenômenos que fazem parte da natureza. Desde simplesmente observar padrões de comportamento até prever possíveis acontecimentos futuros - mesmo que isso, às vezes, não traga as melhores notícias. Eles são os incumbidos de alertar sobre as possíveis adversidades, a fim de obter uma reação da sociedade e do poder público, de tal maneira a evitar os prejuízos humano e econômico.

E no que se refere às doenças, mais especificamente em épocas de pandemia, a lógica não poderia ser diferente. Apesar das conhecidas facilidade de contágio e letalidade para os grupos de risco, o avanço do covid-19 causou a reação oposta à esperada em alguns governos: imobilidade causada por teorias conspiratórias. No entanto, o avanço do vírus nos últimos meses mostrou a real gravidade da situação, tornando a presença da comunidade científica na linha de frente ao combate à pandemia algo essencial para conter a situação.

Por se tratar de uma enfermidade nova, as informações são preliminares e ainda existem muitas perguntas no ar, como possíveis curas e tratamento de sequelas nos organismos infectados. E trabalhos importantes nessas frentes vêm sendo desenvolvidos em território nacional, como o estudado por Ester Cerdeira e Jaqueline Goes, ambas da USP, que sequenciaram geneticamente o vírus em 48h, ou o dos pesquisadores do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da USP, que estão desenvolvendo uma vacina contra o Sars-Cov-2. Avanços esses que, segundo artigo publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística, “só foram possíveis graças ao conhecimento acumulado nos últimos anos com projetos de pesquisas dedicados ao Sars (SARS-CoV-1) e ao MERS-Cov, vírus da mesma família do causador da Covid-19”.

Combater uma epidemia dessa escala requer, mais do que em qualquer momento, a opinião lúcida de cientistas, baseada em pesquisas e estudos, a fim de entender quais são as ações a serem tomadas e os impactos que elas terão na população. Se informar - você pode ler o artigo publicado no IPEA aqui - e cobrar os investimentos governamentais para que priorizem a área de pesquisa científica (não só nesse momento, mas a longo prazo) são algumas atitudes quem podem fazer a diferença para que, no futuro, a gente não repita os mesmos erros.

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